Citologia (Teste de Papanicolau)
Citologia (teste de Papanicolau) na Clínica Matriz, no Parque das Nações, Lisboa. Como é feita, com que frequência repetir e como interpretar o resultado.
A quem se destina
- Vigilância do colo do útero quando a citologia está indicada no plano de rastreio ou de seguimento ginecológico.
- Triagem após um teste HPV positivo, de acordo com a orientação clínica.
Como funciona
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Recolher células do colo do útero
Durante a consulta de ginecologia, o espéculo permite visualizar o colo do útero. A colheita de células é feita com uma escova macia.
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Analisar a amostra
As células recolhidas seguem para análise laboratorial.
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Orientar o seguimento
O resultado e o histórico anterior ajudam a orientar a vigilância. A consulta permite esclarecer o calendário de rastreio e dúvidas sobre HPV.
mais informações sobre citologia (teste de papanicolau)
A citologia (teste de Papanicolau) é um exame simples que recolhe células do colo do útero para detetar alterações antes de causarem problemas. Demora poucos minutos e faz-se numa consulta de rotina. Ao lado do teste HPV, que orienta hoje o rastreio organizado em Portugal, a citologia continua a ser um exame corrente na ginecologia privada.
O que é a citologia
A citologia examina células recolhidas na superfície do colo do útero. O objetivo é encontrar células alteradas que ainda não são cancro: se existirem, podem ser vigiadas ou tratadas quando a intervenção é pequena e simples. E só o rastreio regular dá essa antecipação, porque estas alterações não dão sintomas.
Rastreio e diagnóstico são coisas diferentes. Sem sintomas, a citologia serve para vigiar um colo saudável ao longo do tempo. Com sintomas como corrimento anormal, sangramento fora do esperado ou dor, o exame passa a fazer parte de uma avaliação mais completa, orientada pela consulta de ginecologia.
Com que frequência deve ser feita
O programa nacional de rastreio do cancro do colo do útero mudou em outubro de 2024: passou a usar o teste HPV como método principal, dirigido às mulheres dos 30 aos 69 anos, com repetição recomendada a cada cinco anos. Existe também a possibilidade de auto-colheita. Entre os 25 e os 29 anos, o rastreio organizado só acontece em condições de risco mais elevado, uma decisão tomada caso a caso por quem acompanha cada situação.
A citologia não saiu da prática por isso. Continua a ser um exame corrente na ginecologia: é a escolha típica antes dos 30 anos, faz-se como exame de triagem quando um teste HPV dá positivo e mantém-se em primeira linha quando há sintomas. É por isto que uma clínica privada como esta continua a realizá-la com sentido clínico próprio.
Se tiveres dúvidas sobre quando repetir o teu último exame, leva-o à consulta: vale para retomar o rastreio daí em diante.
Como é feita
O exame acontece durante uma consulta de ginecologia:
- Deitada no divã, com um espéculo introduzido, o colo do útero fica visível.
- Com uma escova macia, colhem-se células da superfície do colo. Demora segundos.
- As células vão para uma lâmina e seguem para análise laboratorial.
É rápido. Pode provocar um desconforto passageiro, tipo pressão, mas não deve doer; se doer, avisa na hora. Depois do exame volta imediatamente à vida normal, sem precauções.
Pode fazer-se estando com menstruação? Sim, embora um fluxo abundante dificulte a leitura das células. Se o exame é de rotina e tens total flexibilidade, marcar fora do período evita ter de repetir.
Como preparar
Três cuidados, todos nos dois dias anteriores:
- Evita relações sexuais.
- Não uses duches internos, cremes, óvulos ou tratamentos vaginais.
- Se possível, marca fora do período menstrual.
Não há restrições alimentares nem de medicação. O rastreio mantém-se necessário mesmo com vacinação contra o HPV feita: a vacina cobre os vírus mais agressivos, não todos, e o rastreio continua a proteger.
O que significam os resultados
Os resultados legíveis dividem-se em três grupos grandes:
- Normal. Continuas no calendário habitual de rastreio.
- Inflamatório ou com contaminantes. Sem valor de alerta na maioria dos casos; às vezes pede-se repetição, sobretudo se houve infeção associada.
- Células alteradas. Requer vigilância. Alteração não é cancro: significa que existem mudanças merecedoras de seguimento. Na maior parte dos casos, o passo seguinte é repetir o exame (citologia e teste HPV) ao fim de doze meses; se as alterações persistirem, segue-se colposcopia, um exame com lente de aumento que olha o colo do útero com detalhe.
Um resultado alterado costuma vir acompanhado da indicação do passo seguinte. Nos casos de menor risco, repete-se o teste ao fim de doze meses, juntando citologia e teste HPV no mesmo controlo; se as células alteradas persistirem, segue-se uma colposcopia. Depois do tratamento de uma lesão, a vigilância conta com teste HPV aos doze e aos vinte e quatro meses. Se veio de fora e precisa de interpretação ou continuação de vigilância, a consulta de ginecologia organiza esse caminho com base no relatório original.
O prazo do resultado depende do laboratório por onde correr a amostra. Confirma o previsto aquando da marcação.
Quem realiza na Clínica Matriz
A citologia é realizada pelos médicos ginecologistas da Clínica Matriz, em consultas de rotina ou no âmbito de vigilância já iniciada. Para além do exame em si, a consulta serve para esclarecer calendário de rastreio, dúvidas sobre HPV e tudo o que venha do histórico anterior.